Treinamento – Equipe LEGONautas (Betim – MG)

Após os resultados das classificações para FLL Nacional fui convidado pela técnica Djéssica Gradisse para conhecer e orientar os alunos do SESI/SENAI de Betim. Esse encontro que aconteceu no último dia 4 foi de muita valia tanto para eles quanto para mim pois o aprendizado mútuo foi muito importante.

O foco principal da equipe era se preparar para a competição nacional apresentando as evoluções que tiveram entre a primeira fase e a próxima. Apesar de ganharem o prêmio de Design Mecânico na FLL eles decidiram melhorar toda a sua estrutura e refizeram tudo do zero. Robô, garras, estratégias e planos de comunicação foram todos refeitos para mostrar o que uma equipe com sangue-no-olho está preparada pra fazer!

Já que a equipe estava querendo tanto mudar tudo para o nacional, na verdade com uma vontade imensa de irem para o mundial fizemos uma revisão de todos as rubricas apontando os pontos de melhoria de cada área envolvida. E não se dando por satisfeitos resolveram trocar sua Pesquisa e envolver ainda mais a sua equipe com o novo planejamento de Core Values.

Aproveitando a oportunidade ainda fizemos algumas dinâmicas de grupo, desafios lógicos e muito, muito brainstorm. Algumas técnicas de melhoria contínua, análise SWOT (FOFA) e gráficos de prioridade pelo tempo foram definidos para que pudessem alcançar o resultado em tão poucos dias.

Para que uma equipe alcance esse resultado em tão pouco tempo é necessário que todos se envolvam, discutam, aprendam e compartilhem juntos. Uma equipe unida consegue desenvolver muito em pouco tempo e pra isso a definição de atividades pelo conhecimento e disponibilidade de cada um fará toda a diferença. Boa sorte pessoal, nos vemos no nacional (mundial?)!

Finalmente chegou, FLL a competição!

Fico muito feliz por ter sido iniciado nesse maravilhoso mundo da robótica competitiva no final de 2013 e ainda mais por em pouco mais de três anos ter aprendido tanto e trocado tantas experiências nessas competições. Primeiramente preciso dizer que se você nunca foi, não vai entender a satisfação plena do que realmente é estar lá. Se você não acredita que é possível mudar o mundo pela educação, talvez também não. Mas se você está aberto para conhecer um pouco do que esse mundo pode proporcionar e mudar, você está pronto pra essa experiência.

É muito comum ouvir dos pais que eles estavam se sentindo isolados em um mundo tão corrompido pela lei do mais esperto (em como enganar outras pessoas e ganhar mais em cima disso) e de como criar uma família baseada nos valores da paz, união, respeito e determinação pelo que é melhor para todos. O mais incrível ouvir ao final da competição é um simples “Obrigado“. Um obrigado que significa tanto, que simplesmente apresenta que essa família não está sozinha nessa batalha e que nesse ambiente é possível ver que existem vários outros alunos de diversas regiões do Brasil lutando para conquistar o mesmo.

Esse sentimento é até complicado de se explicar pois ele nos envolve tanto que fica difícil colocar em palavras. Tive tantas experiências alegres como dançar a dança da Galinha milhões de vezes como também aprender com equipes que surgiram de ambientes tão pesados com casos de violência, abusos, pobreza e complicações mas que tiveram resultados como os que vejo semestralmente pelo Facebook que não parecem ser provindas das mesmas histórias. Alunos que conseguiram transpor as dificuldades da vida para passar em primeiros lugares em física, mecatrônica, matemática, história e geografia. Esses mesmos meninos e meninas que serão futuros cientistas, pesquisadores, engenheiros e construtores mas que acima de tudo, serão pessoas de bem.

Depois de tanto pensar sobre assunto me veio a minha pergunta, e EU, “o que eu deixo para o mundo?” (Nessa parte tive que parar e pensar uns 5 minutos para continuar, mas enfim).  Deixo a minha parte da emoção em poder transformar o que estudei em poucas palavras e imagens em um projeto compartilhado, contatos e conversas para conseguir ajudar o máximo de alunos possíveis, apontar um rumo para técnicos e mentores de como poderem orientar o máximo o conhecimento de seus alunos para que eles possam achar a solução para os problemas oferecidos. Ensinar como pescar e não dar-lhes o peixe simplesmente. Fomentar as mentes curiosas para um futuro brilhante.

Amanhã, será mais um dia de FLL, de competição, diversão e aprendizado. Espero muito poder encontrá-los não somente na competição em si mas pelo mundo e por favor, se me vir por aí manda um OI!

AMO VOCÊS e o meu mais singelo OBRIGADO.

“O essencial é invisível ao olhos” (O pequeno príncipe, Antoine de Saint-Exupéry – 1943).

Robocopa – 2016/2

Na escola em que trabalho (Robotica Dhel) à cada fim de semestre comemoramos o fim do cliclo apresentando aos pais e amigos o que foi desenvolvido em sala de aula. Nesse dia de comemoração, todos são convidados a trocar experiências apresentando o que aprenderam e como conseguiram transpor os desafios propostos.

Cada aluno possui uma visão diferente do problema pois enquanto trabalhamos com eles a capacidade de discutir em grupo, trabalhar com recursos limitados, desenvolver programações lógicas, liderar e desenvolver suas habilidades sociais eles ainda conseguem se divertir e mostrar soluções inovadoras pra cada desafio.

Nesse dia, os professores ficam como coadjuvantes, os alunos se transformam nos atores principais e os pais e amigos como platéia ativa. É nesse momento em que podemos ver que o mais tímido da sala se sobresai, que o mais “bagunceiro” se transforma em uma pessoa super séria e que consegue mostrar tudo aquilo pelo que eles tanto lutaram para construir.

Tive a oportunidade de demonstrar a Monster Fabrik na escola para poder mostrar e impulsionar os estudantes a extrapolarem suas construções e habilidades de planejamento. Nesse projeto, pude demonstrar toda a fábrica em modo funcional e ainda desenvolver algumas máquinas que já havia visto em indústrias e fábricas em que já trabalhei.

E é nesse clima de felicidade e dinamismo que gostaria de indicar algumas fotos do evento no site da escola Robotica Dhel e logo abaixo as fotos da fábrica que construí.

Espero que gostem.

Braço Mecânico Industrial – Parte 2

Gui Lima e Lee Magpili

Após o evento do Campeonato FLL 2015/1016 – Regional Bahia, fomos convidados para participar do evento em Brasília representando o time AprendaRobótica. Ficamos super orgulhosos e ainda mais felizes quando soubemos que seríamos convidados especiais. Algumas das novidades é que teríamos uma área para divulgar dicas (construção, programação, core values e pesquisa), minicursos, palestras e exposição de robôs. Sim! uma mini-expo só pra gente!

Um dos momentos mais marcantes foi quando o Lee Magpili, um dos desenvolvedores do EV3 na LEGO foi nos visitar e conhecer as construções. Fiquei super feliz de poder mostrar pra ele a minha construção e tirar essa fotinho acima ai! Valeu LEE! *_*

Voltando agora a falar sobre a minha criação, ela estava até então  100% funcional e possuía uma base fixa, um motor para girar toda a estrutura em 360º, o braço em 180º, o antebraço em 180º e uma garra para manipular objetos.

Visão do robô

Um dos problemas dessa versão era o seu peso, apesar de possuir algumas partes bem trabalhadas, ao chegar em alguns ângulos o motor acabava forçando a construção, o braço ficava bambo e o esforço do motor passava a ser muito grande. A base também era muito alta e isso dificultava a manipulação de objetos próximos a ele. Beleza e estética nem sempre são favoráveis. :/

Depois de vários testes, consegui criar uma base que era mais leve, fina e robusta (lado esquerdo da foto abaixo) utilizando vários jogos de engrenagens para dar a força, velocidade e precisão que precisava para mover os objetos próximos ao robô. Único problema até então era que o motor que girava a base, e o que girava o braço eram grandes, as engrenagens estavam expostas ou entravam em contato com outras partes. Momento de frustração total. Nessas horas, me lembrei dos conceitos de design thinking e comecei a fazer dois protótipos separados (dividir os problemas) e comecei a tentar uni-los com mais calma.

Versão 5 e versão 4 respectivamente

No próximo post, apresentarei como consegui finalizar o meu robô e algumas fotos em detalhes de como ele funciona de verdade. Aguardem!

Troféus!

Sim troféus!
Estou em um desafio da escola para construir mais de 25 troféus para presentear os primeiros lugares dos desafios de robótica (futebol de robôs, sumô e FLL) que serão aplicados em cada escola. Serão mais de 25 crianças que receberão prêmios totalmente diferentes e criados entre si usando apenas caixas de conjuntos FLL. Cada troféu representa uma forma diferente de criação utilizando todas as peças possíveis e com a limitação da própria caixa. Existirão objetos com formas, técnicas e cores. Alguns poderão ser criados na forma básica (de baixo para cima), outros de lado e alguns ainda de cabeça para baixo. Isso ajudará a mostrar aos pequenos que se queremos construir algo, as vezes podemos não desfrutar de ter todas as peças que queríamos mas que é possível sim fazer algo bonito e elegante com o que temos. Particularmente um desafio emocionante, espero que consiga passar esse mesmo espírito para eles.

Esse é um desafio pessoal interessante também pois para cada um, uma forma de pensamento foi aplicada, será que os professores vão reparar nisso também? O que posso dizer sobre esse desafio? Apenas que no momento, minha mesa está exatamente como a imagem abaixo, um ninho de peças de todas as formas, tamanhos e cores possíveis. Felicidade em cores! 🙂

IMG_20160427_213544540