Monst3r Fabrik – Parte 1

Aprender a trabalhar em conjunto para conquistar algo grandioso para todos é algo que sempre procuro nas minhas atividades. Por isso mesmo, propus ao time de construtores Mindstorms/Technic da LUG Brasil  que pudéssemos apresentar ao público algo novo e nunca exposto até então nas terras tupiniquins. Sempre tive a vontade de representar alguns dos momentos que tive nas indústrias que trabalhei e por isso mesmo propus que apresentássemos ao público uma fábrica que movesse alguns blocos utilizando braços mecânicos, esteiras e outras traquitanas em um loop.

A ideia foi bem aceita e desde então estamos conversando frequentemente para poder apresentar a todos uma mini-fábrica com braços mecânicos com conceitos ainda não apresentados nas exposições no Brasil. O maior desafio com certeza será apresentar conceitos industriais utilizando peças de LEGO em sua construção. Fazer a imaginação fluir e apresentar o melhor possível do que existe nas fábricas do mundo todo.

Hoje o desafio de construir a fábrica está divida entre alguns dos melhores construtores Mindstorms/Technic do nosso grupo, esses são: Adriano Machado, Clayton Júnior, Daniel (Kiko), Guilherme Constantino, Ildefonso (Dudu) Zanette, Intentor, Wagner Cavalli e Gui Lima (eu).

Plano Monst3r Fabrik vs1

Como ideia base, apresentei o desenho acima onde é possível ver que existem dois braços mecânicos 1 e 2, algumas esteiras para movimentar os blocos e na posição três um braço Delta para organizar os blocos nas esteiras seguintes. Além de um loop onde todos os blocos seriam retro-alimentados para os braços 1 e 2 novamente.

O projeto cresceu e um novo desenho foi apresentado para o grupo, uma evolução do que pretendíamos executar. Muitos conceitos de movimentações foram discutidos até chegarmos na solução abaixo.

Plano Monst3r Fabrik vs2

Com o novo projeto, teríamos toda a transferência de blocos para retro-alimentação do projeto utilizando um trem de carga. O projeto ficaria amplamente técnico e com variações de movimentos. Além disso, um tipo de funil seria utilizado para separar os blocos por cor para que fossem movimentados por dois braços diferentes. O único problema desse novo projeto era a complexidade que estávamos encontrando para as soluções. Vários protótipos foram compartilhados entre a equipe porém precisávamos trabalhar com algo mais “pé no chão”.

Plano Monst3r Fabrik vs3

Com as novas atribuições de simplificar algumas tarefas, as funções foram realinhadas e o nome do projeto foi finalmente apresentado. Por mim, não poderia ser mais bacana do que Monst3r Fabrik. 🙂 A complexidade do projeto foi diminuída e o foco nas soluções foi alterado para que todos pudessem aplicar seu conhecimento/tempo/disponibilidade de solução e para garantir que todos os módulos fossem realizados com êxito.

Até o momento temos as seguintes responsabilidades definidas:

Braço 1 – 3 Axis Arm – Gui Lima
Braço 2 – 6 Axis Arm – Dudu
Braço 3 – Delta – Gui Lima
Esteira Saída do Delta – Gui Lima
Carrossel – ?
Trem de transporte – Clayton
Sistema de carregamento/descarregamento de blocos – Clayton

Mais novidades serão postadas em breve bem aqui, não perca!

D3lta Arm – Parte 1

Como sabem, gosto muito de representar objetos industriais que na minha opinião são o ápice da robótica que conheço. Sei que todos os outros tipos são interessantes também, mas no momento estamos (equipe Mindstorms LUGBrasil) trabalhando pra construir uma fábrica de verdade toda baseada em LEGO. Por esse mesmo motivo estou há meses trabalhando em projetos e melhorando-os à cada exposição para que no final do ano possamos apresentar o produto final. Ficou interessado? Quer conhecer mais? Vem comigo!

A explicação sobre a fábrica será feita em um outro post, enquanto isso, vamos aprender um pouco sobre o que é um Delta Arm ou Flex Picker e como ele funciona. Bem, esse tipo de braço é usado largamente nas indústrias que precisam controlar e organizar objetos de forma rápida e ordenada. Alguns exemplos são:

 

E esse é só o primeiro vídeo, se vocês procurarem por aí tem vários e vários tipos de aplicações desse mesmo tipo de tecnologia nos mais variados tipos de produções como alimentícias, bens de consumo e automobilística por exemplo. O que mais tenho visto no momento são as impressoras 3D que são uma nova fase da construção de objetos pessoais utilizando o mesmo princípio de movimento.

Delta arm em movimento

Como funciona? O conceito chave de um robô que utiliza a tecnologia Delta é o uso de braços que se movimentam simultaneamente e que devem ser utilizados para alcançar um certo ponto nos planos X, Y e Z. Com isso eles são capazes de pegar ou deixar objetos em qualquer local onde tenham alcance de forma simples e ordenada.

Como a estrutura que suporta toda a estrutura é bem rígida, os braços são muito simples e construídos de forma muito leve e rápida. Eles acabam sendo muito utilizados em atividades que demandam alta aceleração e movimentos precisos como os do vídeo abaixo.

Mas cadê o robô? E chega de enrolação né? Que tal conhecer a primeira versão do meu protótipo de Delta Arm? Logo abaixo você consegue ver o tamanho que a estrutura já está alcançando além de ter um dinossauro e um bonequinho para comparação. Nele que serão adicionados ainda os motores do braço e o controlador EV3 além dos controles de movimento.

Estrutura – v1

Abaixo está a primeira versão do Delta Arm que estou desenvolvendo que conta com três braços que se movimentarão simultaneamente para manipular objetos que passarão por baixo dele.

Delta Arm v1

E pela primeira vez estou me sentindo quase sem peças para um projeto tão grande. Sei que vou ter que desmontar outras coisas que já estão prontas há séculos mas mesmo assim ainda acho que vou precisar focar pra conseguir fazer o melhor possível com o mínimo de peças. Nada melhor que o limite pra mostrar as possibilidades de construção, não é mesmo?

Novidades aparecerão em breve, aguarde! 🙂

Flying Zeppelin

Há dois anos atrás a equipe da LUGBrasil se aventurou em mais um desafio onde seria possível controlar um Zeppelin durante a “Expo AnimeFriends 2014“. Para que esse desafio aéreo fosse conquistado, várias discussões sobre os formatos, tipos e necessidades para que pudéssemos ter toda a dirigibilidade e funcionalidade necessária para manobramos esse monstro em meio a estruturas metálicas, tendas que protegiam as nossas áreas e os visitantes trazendo a inovação e segurança para todos. Assim que o protótipo do projeto foi finalizado, os cilindros de hélio para encher os balões foram locados e pudemos curtir um pouco do que tanto planejamos.

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Durante o evento as pessoas ficaram super felizes e interessadas em entender como que um LEGO poderia voar e ser controlado remotamente. Conseguimos mostrar o poder de prototipar algo utilizando Power Functions, Technic e Mindstorms. O único problema que tivemos durante a execução e voo do Zeppelin era o vento. Como estávamos no Campo de Marte, um dos principais aeroportos militares do Brasil, quase que perdemos ele por algumas vezes. Por sorte, alguma alma caridosa nos emprestou uma linha de pesca forte para evitar que ele alcançasse novos ares. 😀

Na foto acima dá pra ver a alegria de controlar um objeto voador não identificado hahaha.

Exposição – TecnoLUG SP

Olá pessoal,
Durante o último sábado tivemos o prazer de apresentar pela primeira vez a TecnoLUG, um evento direcionado para os expositores das seções de Technic e Mindstorms de todo o Brasil. Nesse evento, em torno de 20 expositores puderam apresentar todas as suas criações, coleções e sets em vários temas onde o fundamental era mostrar as possibilidades de criação, movimentação e utilização de recursos para deixar os sets ainda mais criativos. Pudemos ter o prazer de ter também dois minicursos e a companhia de algumas equipes de SP que participam de campeonatos como o FLL / OBR por lá.

Desde a última expo anual temos também uma seção interativa onde as crianças além de poderem ver os desafios e as construções também puderam participar jogando futebol de robôs usando meus robôs technic. Apesar de ser um dia frio e chuvoso tivemos uma boa visitação e a companhia de todos foi ótima para reavivar a seção technic/mindstorms.

Como não poderia deixar de existir, a rixa entre casteleiros e technics existiu somente nos verdes campos do whatsapp, mas por lá foi somente alegria, inclusive com a participação de um deles e sua trebuchet (não LEGO) por lá (Obrigado França!)!

Quer conhecer algumas das fotos do nosso evento? As fotos foram tiradas pelo Dudu Izanete. Valeu DUDU!

 

Kangaroo (Gui Constantino)
Futebol de robôs (Gui Lima)
Futebol de robôs (Gui Lima)
Futebol de robôs (Gui Lima)
Mesa FLL 2015/2016
Em destaque ao centro a Caixinha de Música (Adriano Machado e Wagner Cavalli)
Monst3rArm (Gui Lima)
Estação GBC (Conrado, Dudu e Pepe)
Espirógrafo (Pepe)
Sets Technic (Vários donos)
Coleção Mindstoms do Dudu (Caparica ao centro)
Expositores reunidos (nem todos :p)

E como não poderia deixar de existir, teve sim uma visita da galera reunida em uma loja de brinquedos para discutirmos só mais um pouquinho sobre os sets disponíveis, lançamentos, preços e nos divertir um pouquinho por lá. Ah, e essa camisa bonita aí que estou vestindo foi enviada pelo ilustre “Baz” (Marc Bazmarc – organizador da comunidade Mindstorms). Obrigado novamente!

LUGBrasil

Citações externas:

SUCO DE MANGA | LUGBrasil |

Braço Mecânico Industrial – Parte 2

Gui Lima e Lee Magpili

Após o evento do Campeonato FLL 2015/1016 – Regional Bahia, fomos convidados para participar do evento em Brasília representando o time AprendaRobótica. Ficamos super orgulhosos e ainda mais felizes quando soubemos que seríamos convidados especiais. Algumas das novidades é que teríamos uma área para divulgar dicas (construção, programação, core values e pesquisa), minicursos, palestras e exposição de robôs. Sim! uma mini-expo só pra gente!

Um dos momentos mais marcantes foi quando o Lee Magpili, um dos desenvolvedores do EV3 na LEGO foi nos visitar e conhecer as construções. Fiquei super feliz de poder mostrar pra ele a minha construção e tirar essa fotinho acima ai! Valeu LEE! *_*

Voltando agora a falar sobre a minha criação, ela estava até então  100% funcional e possuía uma base fixa, um motor para girar toda a estrutura em 360º, o braço em 180º, o antebraço em 180º e uma garra para manipular objetos.

Visão do robô

Um dos problemas dessa versão era o seu peso, apesar de possuir algumas partes bem trabalhadas, ao chegar em alguns ângulos o motor acabava forçando a construção, o braço ficava bambo e o esforço do motor passava a ser muito grande. A base também era muito alta e isso dificultava a manipulação de objetos próximos a ele. Beleza e estética nem sempre são favoráveis. :/

Depois de vários testes, consegui criar uma base que era mais leve, fina e robusta (lado esquerdo da foto abaixo) utilizando vários jogos de engrenagens para dar a força, velocidade e precisão que precisava para mover os objetos próximos ao robô. Único problema até então era que o motor que girava a base, e o que girava o braço eram grandes, as engrenagens estavam expostas ou entravam em contato com outras partes. Momento de frustração total. Nessas horas, me lembrei dos conceitos de design thinking e comecei a fazer dois protótipos separados (dividir os problemas) e comecei a tentar uni-los com mais calma.

Versão 5 e versão 4 respectivamente

No próximo post, apresentarei como consegui finalizar o meu robô e algumas fotos em detalhes de como ele funciona de verdade. Aguardem!

Treinamento da equipe Bazinga 73!

Olá pessoal!
Durante a última semana tive a oportunidade de ministrar um treinamento da equipe Bazinga 73 (SESI Divinópolis – MG) onde pudemos conversar bastante sobre as metodologias de design thinking, prototipação de objetos (robôs, estruturas e garras), estratégias de execução de atividades e programação.

Durante as primeiras horas, após um excelente café da manhã que foi perfeito para ativar o ânimo de todos para fazer tanto em tão pouco tempo pudemos começar discutindo sobre o design thinking. Ainda não apresentei sobre o assunto por aqui mas já vou deixar aqui uma prévia do que é. Design thinking é uma metodologia de criação onde é possível gerar uma solução complexa (ou não) utilizando a divisão dos problemas aproveitando as habilidades de cada membro da equipe.

Após discutirmos sobre as formas que eles podem utilizar para começar a criar as suas próprias soluções consegui aproveitar o gancho para mostrar uma das habilidades que precisam ser desenvolvidas que é a pesquisa. Todos devem procurar em meios alternativos (internet, profissionais da área, estudantes de cursos de engenharia e mecânica) quais são as possibilidades que existem ao nosso redor e que podem ser usadas por eles. Conseguimos também discutir sobre as peças, nomes, funcionalidades e aplicações. Uma boa equipe deve conhecer bem as peças que possui, assim como manter uma organização para que ele aproveite o máximo de tempo durante as aulas.

Por último, a programação foi apresentada, várias e várias dúvidas sobre conceitos ou execuções dos blocos de movimentação, loops, leitura de sensores e motores e cálculos matemáticos foram realizados. Esse foi o período mais longo do nosso treinamento, mas por sorte ou gerenciamento do tempo (hehe) conseguimos estudar todos os blocos de programação até as 16h em ponto!

Gostaria de agradecer a equipe Bazinga 73 assim como aos organizadores do evento. Espero vê-los em breve não somente no nacional mas no mundial também! Ok!?

3, 2 ,1 LEGO!

Troféus!

Sim troféus!
Estou em um desafio da escola para construir mais de 25 troféus para presentear os primeiros lugares dos desafios de robótica (futebol de robôs, sumô e FLL) que serão aplicados em cada escola. Serão mais de 25 crianças que receberão prêmios totalmente diferentes e criados entre si usando apenas caixas de conjuntos FLL. Cada troféu representa uma forma diferente de criação utilizando todas as peças possíveis e com a limitação da própria caixa. Existirão objetos com formas, técnicas e cores. Alguns poderão ser criados na forma básica (de baixo para cima), outros de lado e alguns ainda de cabeça para baixo. Isso ajudará a mostrar aos pequenos que se queremos construir algo, as vezes podemos não desfrutar de ter todas as peças que queríamos mas que é possível sim fazer algo bonito e elegante com o que temos. Particularmente um desafio emocionante, espero que consiga passar esse mesmo espírito para eles.

Esse é um desafio pessoal interessante também pois para cada um, uma forma de pensamento foi aplicada, será que os professores vão reparar nisso também? O que posso dizer sobre esse desafio? Apenas que no momento, minha mesa está exatamente como a imagem abaixo, um ninho de peças de todas as formas, tamanhos e cores possíveis. Felicidade em cores! 🙂

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Barco voador inspirado nos desenhos de Ian Mcque

Olá pessoal tudo bom?
Resolvi participar de um desafio na LUGBrasil onde temos que criar barcos voadores no estilo dos desenhos de Ian Mcque um designer fantástico. Acho as obras dele tão interessantes que uso como wallpaper em meus computadores (trabalho e casa) há muito tempo.

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Essas criações são realmente fantásticas não é mesmo? Baseado em várias entradas e projetos dele e de outros designers famosos acabei me inspirando e criando o meu. Segue abaixo a história desse meu barco voador.

Essa fragata de transporte já possui mais de 30 anos de atividade. Seu dono, Sr Muriachi é um velho colono das cidades altas que infelizmente foi exilado de lá há mais tempo do que as lembranças podem se recordar. A estrutura da California Dreams já foi totalmente modificada devido tantos anos de suporte e intercâmbio de peças entre as mais diferentes embarcações já encontradas. Possui pedaços e partes de todos os tipos de geringonças voadoras que já foram produzidas pelas Empresas AirTech além de peças próprias produzidas pelos antigos mecânicos. Durante seu auge chegou inclusive a ser uma embarcação de suporte médico durante a Grande Guerra. Hoje conta com apenas três tripulantes, o pequeno John que foi encontrado no meio das cargas após uma saída de um dos portos dos mercados marinhos, Boe (imediato) que é o responsável pela manutenção e é o responsável pelo funcionamento e comunicação e o nosso discutível Sr Muriachi.

Se quiser conhecer mais fotos e detalhes sobre a nossa embarcação, dê uma olhada no Flickr. Tem tudo por lá! 😉

Braço Mecânico Industrial – Parte 1

Olá pessoal, pra quem já está acompanhando meu instagram, youtube e snapchat sabem que estou lutando pra construir um braço mecânico industrial. A ideia não é nova, mas é um desafio pessoal que pode ser facilmente concluído. Bem, facilmente é um ponto complicado de ser alcançado, mas possível é sim!

Alguns pontos que preciso evoluir são principalmente no que se tange ao desafio em si. Criar um braço mecânico com quantos pontos de movimento? Quantos motores? Usar apenas um EV3? Usar quantos sensores? Pontos de parada mecânicos ou por sensores?

Tantas perguntas e pouco tempo acabaram gerando essa primeira versão em dezembro de 2015. Após várias pesquisas pela internet e muito desenhar cheguei a uma versão super simples, estática e funcional. No modelo abaixo o braço conseguia se movimentar em apenas dois eixos. Podemos chamar de cotovelo e mão nesse caso. Toda a estrutura estava fixada em cima de uma base com o EV3 servindo como contrapeso para a construção.

Versão 1.0

Após mais algumas várias tentativas, quis evoluir para um movimento um pouco maior e com isso a nova versão do braço mecânico surgiu. Infelizmente ainda não possuía algumas peças essenciais para o movimento, mas já tinha uma boa ideia do que seria preciso para isso.

Versão 2.0 ao fundo e 3.0 à frente

Na versão acima é possível ver dois protótipos, no fundo uma versão que movimentava o “ombro” para alcançar objetos mais próximos e com a possibilidade de receber mais alguns módulos superiores. À frente a versão 3.0 onde é possível ver a evolução no peso e estrutura de movimento. Todos muito rústicos ainda, mas já cumpriam o seu papel de aprender como poderiam ser feitos e seu funcionamento.

No próximo post, as versões mais atuais e algumas dicas pra quem quiser construir o seu também!

Enjoy!

Expectativas para o Campeonato Nacional FLL 2015/2016

É complicado viver nesse hiato entre o fim de uma temporada regional e o campeonato nacional da FLL uma vez que se participa deles. Esse período de reavaliação de estratégias, desafios, realinhamento de atividades e tarefas são necessários para que possamos nos preparar para uma das mais difíceis, mas não impossíveis fases do campeonato.

Sei que sou um dos juniores nesse tipo de competição mas também sou bem velho nela. Complicado mas existe um sentido nisso tudo. Lá em 1998 quando a LEGO Education ainda não existia, nem nenhum desafio do tamanho da FLL ainda havia sido iniciado, uma série foi apresentada em um colégio no interior de Minas para um certo número de alunos que eram muito curiosos e com vontade de fazer algo mais durante aquele período. Durante dois fins de semana pudemos colocar as mãos no famoso kit Mindstorms RCX. Sim, aquela maravilha tecnológica poderia fazer blocos simples se transformarem e movimentarem nossos sonhos de criança. Não era mais necessário desmontar carrinhos de controle remoto, tirar “luzinhas” dos brinquedos nem nenhuma gambiarra mais. Era necessário apenas fazer uma programação no computador e milagrosamente encaminhar para o Brick Inteligente (P-Brick) via infra-vermelho (a tecnologia mais inovadora sem fio até então).

Gui lego

Dá até uma vergonha de mostrar essa foto, mas sim, sou eu (sem barba nem bigode (NERD) aos 14 anos do lado esquerdo da foto) e dois amigos (Robert e Anderson) da época de escola técnica. A foto pode até parecer estranha mas é porque foi escaneada de um jornal, o Estado de Minas quando tivemos a oportunidade de apresentar o “Baratinha” que era o nosso robô.

Bem, passados tantos anos entre a pequena competição do colégio (onde ficamos em segundo lugar por um pequeno diferencial de tempo) e a FLL de 2014/2015 fizeram com que essa competição alcançasse um patamar até então desconhecido. Fui convidado para participar como juiz de design e palestrante sobre melhores técnicas de construção na etapa regional de Minas Gerais recebendo times mineiros, cariocas e capixabas. Nesse momento meus olhos brilharam como não faziam há muito tempo, e uma competição dessas poderia me abrir uma oportunidade única de apresentar um pouquinho do que fazia na sala de casa para mentes novas e curiosas em uma competição muito animada.

E assim comecei a participar graças a um convite da Débora (DHEL), Anete e Sabrina do SESI-MG que me fizeram fazer parte de um dos projetos que mais amo. Logo após veio o convite para o nacional para continuar como Juiz do campeonato nacional e poder colaborar mais um pouco com essa grande equipe que quer fazer do Brasil um país melhor. Lá estive com bons amigos de várias áreas e que me ensinaram que todos tinham uma história e um jeito diferente de ver a robótica e o LEGO para essas crianças. Formas diferentes de como eu via e de como interagia com elas.

E foi nessa animação que começaram alguns projetos onde o mais famoso até então é o AprendaRobótica que vocês já devem conhecer. Nele conseguimos convidar alguns dos maiores ícones do cenário da robótica educacional no Brasil pra divulgar um pouquinho do conhecimento de cada um nas áreas de estratégia, programação, core values, design de robô e pesquisa. Tanta gente boa que é impossível não citar o tanto que aprendo com cada um deles em cada encontro ou conversa rápida. O mais interessante? Nunca conseguimos encontrar todos os professores ao mesmo tempo, no encontro nacional desse ano que teremos essa primeira oportunidade (entre muitas!).

Espero que tenham gostado um pouco desse meu momento na história e continuem aqui, novidades aparecerão sempre por aqui!