Flying Zeppelin

Há dois anos atrás a equipe da LUGBrasil se aventurou em mais um desafio onde seria possível controlar um Zeppelin durante a “Expo AnimeFriends 2014“. Para que esse desafio aéreo fosse conquistado, várias discussões sobre os formatos, tipos e necessidades para que pudéssemos ter toda a dirigibilidade e funcionalidade necessária para manobramos esse monstro em meio a estruturas metálicas, tendas que protegiam as nossas áreas e os visitantes trazendo a inovação e segurança para todos. Assim que o protótipo do projeto foi finalizado, os cilindros de hélio para encher os balões foram locados e pudemos curtir um pouco do que tanto planejamos.

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Durante o evento as pessoas ficaram super felizes e interessadas em entender como que um LEGO poderia voar e ser controlado remotamente. Conseguimos mostrar o poder de prototipar algo utilizando Power Functions, Technic e Mindstorms. O único problema que tivemos durante a execução e voo do Zeppelin era o vento. Como estávamos no Campo de Marte, um dos principais aeroportos militares do Brasil, quase que perdemos ele por algumas vezes. Por sorte, alguma alma caridosa nos emprestou uma linha de pesca forte para evitar que ele alcançasse novos ares. 😀

Na foto acima dá pra ver a alegria de controlar um objeto voador não identificado hahaha.

Braço Mecânico Industrial – Parte 2

Gui Lima e Lee Magpili

Após o evento do Campeonato FLL 2015/1016 – Regional Bahia, fomos convidados para participar do evento em Brasília representando o time AprendaRobótica. Ficamos super orgulhosos e ainda mais felizes quando soubemos que seríamos convidados especiais. Algumas das novidades é que teríamos uma área para divulgar dicas (construção, programação, core values e pesquisa), minicursos, palestras e exposição de robôs. Sim! uma mini-expo só pra gente!

Um dos momentos mais marcantes foi quando o Lee Magpili, um dos desenvolvedores do EV3 na LEGO foi nos visitar e conhecer as construções. Fiquei super feliz de poder mostrar pra ele a minha construção e tirar essa fotinho acima ai! Valeu LEE! *_*

Voltando agora a falar sobre a minha criação, ela estava até então  100% funcional e possuía uma base fixa, um motor para girar toda a estrutura em 360º, o braço em 180º, o antebraço em 180º e uma garra para manipular objetos.

Visão do robô

Um dos problemas dessa versão era o seu peso, apesar de possuir algumas partes bem trabalhadas, ao chegar em alguns ângulos o motor acabava forçando a construção, o braço ficava bambo e o esforço do motor passava a ser muito grande. A base também era muito alta e isso dificultava a manipulação de objetos próximos a ele. Beleza e estética nem sempre são favoráveis. :/

Depois de vários testes, consegui criar uma base que era mais leve, fina e robusta (lado esquerdo da foto abaixo) utilizando vários jogos de engrenagens para dar a força, velocidade e precisão que precisava para mover os objetos próximos ao robô. Único problema até então era que o motor que girava a base, e o que girava o braço eram grandes, as engrenagens estavam expostas ou entravam em contato com outras partes. Momento de frustração total. Nessas horas, me lembrei dos conceitos de design thinking e comecei a fazer dois protótipos separados (dividir os problemas) e comecei a tentar uni-los com mais calma.

Versão 5 e versão 4 respectivamente

No próximo post, apresentarei como consegui finalizar o meu robô e algumas fotos em detalhes de como ele funciona de verdade. Aguardem!

Braço Mecânico Industrial – Parte 1

Olá pessoal, pra quem já está acompanhando meu instagram, youtube e snapchat sabem que estou lutando pra construir um braço mecânico industrial. A ideia não é nova, mas é um desafio pessoal que pode ser facilmente concluído. Bem, facilmente é um ponto complicado de ser alcançado, mas possível é sim!

Alguns pontos que preciso evoluir são principalmente no que se tange ao desafio em si. Criar um braço mecânico com quantos pontos de movimento? Quantos motores? Usar apenas um EV3? Usar quantos sensores? Pontos de parada mecânicos ou por sensores?

Tantas perguntas e pouco tempo acabaram gerando essa primeira versão em dezembro de 2015. Após várias pesquisas pela internet e muito desenhar cheguei a uma versão super simples, estática e funcional. No modelo abaixo o braço conseguia se movimentar em apenas dois eixos. Podemos chamar de cotovelo e mão nesse caso. Toda a estrutura estava fixada em cima de uma base com o EV3 servindo como contrapeso para a construção.

Versão 1.0

Após mais algumas várias tentativas, quis evoluir para um movimento um pouco maior e com isso a nova versão do braço mecânico surgiu. Infelizmente ainda não possuía algumas peças essenciais para o movimento, mas já tinha uma boa ideia do que seria preciso para isso.

Versão 2.0 ao fundo e 3.0 à frente

Na versão acima é possível ver dois protótipos, no fundo uma versão que movimentava o “ombro” para alcançar objetos mais próximos e com a possibilidade de receber mais alguns módulos superiores. À frente a versão 3.0 onde é possível ver a evolução no peso e estrutura de movimento. Todos muito rústicos ainda, mas já cumpriam o seu papel de aprender como poderiam ser feitos e seu funcionamento.

No próximo post, as versões mais atuais e algumas dicas pra quem quiser construir o seu também!

Enjoy!

Expectativas para o Campeonato Nacional FLL 2015/2016

É complicado viver nesse hiato entre o fim de uma temporada regional e o campeonato nacional da FLL uma vez que se participa deles. Esse período de reavaliação de estratégias, desafios, realinhamento de atividades e tarefas são necessários para que possamos nos preparar para uma das mais difíceis, mas não impossíveis fases do campeonato.

Sei que sou um dos juniores nesse tipo de competição mas também sou bem velho nela. Complicado mas existe um sentido nisso tudo. Lá em 1998 quando a LEGO Education ainda não existia, nem nenhum desafio do tamanho da FLL ainda havia sido iniciado, uma série foi apresentada em um colégio no interior de Minas para um certo número de alunos que eram muito curiosos e com vontade de fazer algo mais durante aquele período. Durante dois fins de semana pudemos colocar as mãos no famoso kit Mindstorms RCX. Sim, aquela maravilha tecnológica poderia fazer blocos simples se transformarem e movimentarem nossos sonhos de criança. Não era mais necessário desmontar carrinhos de controle remoto, tirar “luzinhas” dos brinquedos nem nenhuma gambiarra mais. Era necessário apenas fazer uma programação no computador e milagrosamente encaminhar para o Brick Inteligente (P-Brick) via infra-vermelho (a tecnologia mais inovadora sem fio até então).

Gui lego

Dá até uma vergonha de mostrar essa foto, mas sim, sou eu (sem barba nem bigode (NERD) aos 14 anos do lado esquerdo da foto) e dois amigos (Robert e Anderson) da época de escola técnica. A foto pode até parecer estranha mas é porque foi escaneada de um jornal, o Estado de Minas quando tivemos a oportunidade de apresentar o “Baratinha” que era o nosso robô.

Bem, passados tantos anos entre a pequena competição do colégio (onde ficamos em segundo lugar por um pequeno diferencial de tempo) e a FLL de 2014/2015 fizeram com que essa competição alcançasse um patamar até então desconhecido. Fui convidado para participar como juiz de design e palestrante sobre melhores técnicas de construção na etapa regional de Minas Gerais recebendo times mineiros, cariocas e capixabas. Nesse momento meus olhos brilharam como não faziam há muito tempo, e uma competição dessas poderia me abrir uma oportunidade única de apresentar um pouquinho do que fazia na sala de casa para mentes novas e curiosas em uma competição muito animada.

E assim comecei a participar graças a um convite da Débora (DHEL), Anete e Sabrina do SESI-MG que me fizeram fazer parte de um dos projetos que mais amo. Logo após veio o convite para o nacional para continuar como Juiz do campeonato nacional e poder colaborar mais um pouco com essa grande equipe que quer fazer do Brasil um país melhor. Lá estive com bons amigos de várias áreas e que me ensinaram que todos tinham uma história e um jeito diferente de ver a robótica e o LEGO para essas crianças. Formas diferentes de como eu via e de como interagia com elas.

E foi nessa animação que começaram alguns projetos onde o mais famoso até então é o AprendaRobótica que vocês já devem conhecer. Nele conseguimos convidar alguns dos maiores ícones do cenário da robótica educacional no Brasil pra divulgar um pouquinho do conhecimento de cada um nas áreas de estratégia, programação, core values, design de robô e pesquisa. Tanta gente boa que é impossível não citar o tanto que aprendo com cada um deles em cada encontro ou conversa rápida. O mais interessante? Nunca conseguimos encontrar todos os professores ao mesmo tempo, no encontro nacional desse ano que teremos essa primeira oportunidade (entre muitas!).

Espero que tenham gostado um pouco desse meu momento na história e continuem aqui, novidades aparecerão sempre por aqui!